Quarta, 19 DE setembro DE 2018 00:06:20

Veja o real perigo de não se vacinar contra o sarampo e pólio

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Publicado em:

12 de
ago

Autor:

Globo.com

Febre, conjuntivite e pequenas manchas avermelhadas espalhadas pelo corpo. O sarampo, uma das doenças mais contagiosas que se conhece, está de volta. E desta vez não só no Velho Mundo: a tragédia que acometeu a Europa em 2017 ameaça se repetir no Brasil. Em fevereiro deste ano, o caso de um bebê venezuelano com sarampo registrado em Boa Vista, capital de Roraima, preocupou as autoridades. Desde esse mês até agosto, já foram confirmados 1100 casos da doença, considerada erradicada do país desde 2015.


A maioria está concentrada na Região Norte, nos estados do Amazonas (71,6%) e Roraima (25,5%), que enfrentam surto da doença. Mas há casos isolados no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Pará. Se a população não se vacinar, o risco de uma epidemia generalizada de sarampo é alto. Pior: a menor cobertura vacinal dos últimos dezesseis anos aumenta o risco do retorno de outras doenças erradicadas, como a poliomielite, a rubéola e a difteria.


Baixa cobertura vacinal
Para uma pessoa ser considerada imunizada contra o sarampo, são necessárias duas doses da vacina. Em 2017, a cobertura vacinal da primeira dose, cujo imunizante aplicado é o tríplice viral, que protege não só contra o sarampo, mas também contra caxumba e rubéola, foi de 85,2%. Já a segunda dose, a tetra viral, que, além da imunização contra as doenças citadas, confere proteção contra a catapora, foi de apenas 69,9%.


Conta a poliomielite, a cobertura vacinal no ano passado foi de apenas 77%. O único estado brasileiro a atingir a meta em 2017 foi o Piauí. O Amapá teve o menor índice, com 60,30%. Ainda mais grave: 312 municípios não vacinaram nem metade das crianças menores de 1 ano.



Portal: radarurgente.com